Amor Incondicional?

Amor.

Estou nos jardins da Gulbenkian, saboreando um bom vinho branco de reserva a levar com o sol na cara, fugaz na tempestade que assola o meu país mas saboroso. Reflicto aqui muitas vezes sobre este sentimento, esta emoção. Surpreende-me sempre o porto de abrigo que encontro aqui, essencial para quem gosta de se retirar da rapidez rotineira da capital. Mas não é bem só um sentimento, não é? É, talvez, uma força. Uma energia. Consigo senti-lo fisicamente. Não, não me refiro ao sexo. Tira-nos o ar, faz com que suemos e, ainda, nos tira o apetite.

Mexe connosco.

É puro, intenso. Cru, até.

Capaz de mover montanhas, o amor, muitas vezes, é mal interpretado.

Oiço muitas vezes dizer "amo-te incondicionalmente".

Incondicionalmente...

É possível amar de outras formas? É possível sentir esta emoção com condições?

Ao dizermos que amamos incondicionalmente estamos a deturpar o significado do amor. Demonstramos que entendemos patavina do que estamos a dizer. Afirmando que se ama sem nenhuma condição, estamos a ser perversos porque implícito a amar está a (única, se for) condição de não haver condição. Amar significa dar. Amar significa estar, ser. Amar é um movimento cósmico e multidimensional e não depende de nada para ser, existir. Por isso, é a maior e mais poderosa força que existe.

É a força motriz do Cosmos.

Como é que ousamos dizer que nos movemos com esta Força sem condições, impondo-lhe logo essa?

Uma redundância.

Limitação.

Ficamos presos ao ciclo do ego mas amamos incondicionalmente.

Ai de alguém que diga o contrário.



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"Eu Sou Kryon, do Serviço Magnético e                          venho em honra pela humanidade"

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