Devaneios metafísicos...

Escrevo, porque me quero libertar. Há algo de mágico na escrita. Parece que uma porta se abre no Ser, onde a realidade é ele próprio que a dita.

Dentro de mim, nasce um sentimento heróico de tudo ser possível, aqui, neste local etéreo. Cresce uma vontade de fazer coisas, criar ideias e caminhos e viajar e conhecer os confins da realidade. Sim, o Mundo não me satisfaz. Quero ser completo, uno com tudo o que existe, não apenas com aquilo que conheço. Porque o conhecer é enganador. Nunca podemos afirmar com total certeza sabermos tudo o que se passa, sobretudo tendemos a fazê-lo com os acontecimentos que nos são mais próximos, a começar pelos nossos, mas, é nisso, que nos iludimos mais. Só conseguimos compreendermo-nos se nos distanciarmos das nossas acções e hábitos.

As nossas acções definem aquilo que os outros percepcionam de nós, enquanto os hábitos definem quem somos.

É útil perceber que os hábitos influenciam as acções e as acções podem transformar hábitos.

Veja-se, por exemplo, que um acto de Amor ou Compaixão cria um movimento sentimental dentro do nosso Ser, e não só, que nos questiona e obriga à análise dos hábitos quotidianos. Tendemos a reflectir se os nossos actos são coerentes com aquilo que pensamos.

É inerente ao Ser Humano esta reflexão, esta paragem no tempo (em alguns, muitíssimo breve) para meditarmos na nossa vida e como estamos a vivê-la.

O Ser Humano é metafísico por natureza. É um processo evolutivo ou adaptativo na nossa espécie? Encaremos a perspectiva adaptativa.

Dizemos que o Ser Humano é metafísico porque, em determinado momento da sua maturação ou desenvolvimento, nasce a questão da existência e, mais, do propósito da existência.

Porque existo?

Acontece, frequentemente, ainda na infância, quando já se domina a fala, a locomoção e começa a fase mais forte de desenvolvimento da personalidade. É interessante reparar que é preciso, primeiro, aprender e adquirir algumas capacidades para que novas questões nos cheguem ou surjam.

Adaptativamente, o Ser Humano questiona-se sobre o propósito da sua existência ao reparar que a sua acção, a sua vida e o modo como ele se expressa no planeta tem um impacto e influência mais poderosa e profunda que ele imagina e bastante diferente que o resto dos seus semelhantes: os animais. Ele consegue perceber isso ao notar que poucos são aqueles que obrem como ele... que criam como ele...

Para isto ser possível, o Ser Humano tem de possuir um raciocínio diferente das restantes espécies. Para além de diferente, tem de ser mais complexo e obriga ao estabelecimento de certos princípios e fundamentos no Ser.

Na perspectiva evolutiva, o Ser Humano interroga-se do seu porquê na procura de se maturar como espécie.

No seu desenvolvimento, o Ser Humano evoluiu para, numa manifestação aparentemente caótica, investigar os contérminos que o caracterizam como espécie e o percurso evolutivo levou-o a aprofundar essa demanda no etéreo, aquilo que não é físico.

De alguma forma, o Ser Humano observa, apercebe-se que é mais que aquilo que aparenta e que os seus olhos vêem. Ao longo da sua evolução, amadureceu e enriqueceu a sua biologia e, num cataclismo, transcende a sua fisicalidade e nasce, desperta um corpo etéreo, energético, metafísico...

Podemos, então, sugerir que a nossa espécie é metafísica, independentemente da perspectiva que a encaremos.

A Homo Sapiens Sapiens é multidimensional, no entanto, após ter evoluído no sentido de se transcender, não quer forçosamente dizer que domine todos os seus atributos e capacidades.

A Evolução não tem (um) fim.


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